sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mulher também Bate: Universo das lutas vai deixando de ser exclusividade masculino

Em 29 de dezembro de 2007, em Las Vegas (EUA), uma jornalista carioca apostou todas suas fichas no MMA. Enquanto Lyoto Machida vencia sua quarta luta no UFC, que chegava à 79 edição, e Wanderlei Silva era derrotado por Chuck Liddell, Paula pensava que aquilo ainda seria grande no Brasil. Hoje, aos 30 anos, a repórter, que já foi exceção num universo predominantemente masculino, vê que a hora chegou.

- Aquela foi minha primeira cobertura fora do Brasil. Quando vi o tamanho, toda aquela organização, fiquei muito impressionada. Acompanhei uma época de transição, de profissionalização. Isso foi decisivo para o meu trabalho - relembra Paula, responsável por escrever, roteirizar e gravar reportagens de bastidores exibidas no site oficial do UFC.

Diferente de Paula, a relação de Milena Cardoso, 32 anos, com o esporte não começou por motivos profissionais. Foi o ex-marido, um apaixonado pelas lutas, que lhe apresentou o mundo das artes marciais mistas.

- Ficávamos assistindo nas madrugadas de sábado. Depois, comentava com minhas amigas, e muitas achavam estranho o meu gosto, naquela época - conta a servidora pública.

Milena, que já praticou capoeira, matriculou a filha de 7 anos no jiu-jitsu e na capoeira. Mais do que o prazer de acompanhar os combates e de torcer por seus lutadores favoritos, ela vê na prática uma forma de preservar a saúde.

- A luta é um ótimo exercício físico e mental - destaca.

Milena tentou, mas não conseguiu comprar na internet ingressos para o UFC Rio. Vai ter que acompanhar pela televisão. Já a universitária Raíza Chaves, de 18 anos, campeã estadual de jiu-jitsu, garante que estará na HSBC Arena no dia 27 de agosto. Pela primeira vez em dez anos o maior evento de MMA do mundo chega ao Brasil.

- Assisto a tudo que é do UFC. Como esse será na porta de casa, não vou perder - brinca a moradora da Barra da Tijuca, que treina na academia Team Nogueira, no Recreio, e é fã dos campeões mundiais José Aldo e Anderson Silva.

No Rio de Janeiro, onde nasceu a lenda Royce Gracie, primeiro vencedor, em 1993, do UFC, o octógono é pouco a pouco pintado de rosa.

- A procura das mulheres por aulas de artes marciais tem sido fantástica. A maioria nem quer se tornar lutadora, mas aproveitar os benefícios que o esporte traz para o corpo, como perda de calorias, definição da musculatura e desenvolvimento de habilidades motoras - revela a professora Monique Sé, treinadora de boxe tailandês de Raíza.

Quando ainda era estudante universitária, em 2008, Fernanda Prates começou a praticar muay thai para perder peso. Gostou tanto que passou a acompanhar o MMA de perto e a escrever num site especializado.

- O universo ainda é basicamente masculino. É bom por um lado, porque dá um certo sentimento de pioneirismo. É legal se sentir quebrando paradigmas - diz, orgulhosa de já ter entrevistado nomes consagrados do UFC, como o ex-campeão dos meio-pesados Maurício Shogun Rua. - Agora até quem sempre foi muito reticente se rendeu. Existe aquela brincadeira de que o rúgbi ainda vai ser grande nesse país. Com o MMA não é assim, já está muito grande e ainda vai crescer - completa.

A atração pelo MMA não se limita às mulheres que lutam ou trabalham com isso. Yuki Yokoi, apesar da ascendência oriental e do avô judoca, nunca vestiu quimono ou subiu num ringue. O gosto vem desde os tempos em que o ex-marido, lutador, promovia reuniões em casa com amigos para assistir aos campeonatos na TV por assinatura.

- Nas reuniões, ia o pessoal da academia. Era até meio bizarro, umas dez pessoas no quarto - diverte-se. - O legal é que eram atletas e entendiam do assunto, então os comentários eram interessantes. Acabei aprendendo - explica.

O interesse por lutas virou uma forma de "quebrar gelo". Atualmente, o MMA é assunto nas conversas com os colegas da pós-graduação em mercado de capitais, que cursa em São Paulo. Yuki, fã de Lyoto Machida e do canadense Georges Saint-Pierre, campeão mundial dos meio-médios no UFC, garante que troca ideia de igual para igual com os rapazes.

- Hoje em dia, isso virou parte da socialização com a parte masculina do trabalho. Não gosto de futebol, mas falo de luta. Eles acham engraçado, mas sem preconceito pelo fato de eu ser mulher. Existe por aí a ideia errada de que quem acompanha MMA é Maria Tatame, isso não tem nada a ver - observa Yuki, referindo-se à versão para o octógono das Marias Chuteiras, caçadoras de jogadores de futebol.

Esse tipo de estigma não incomoda a paulista Carol Dias. Dona de curvas que deixam muito fã de MMA de boca aberta, ela encara com seriedade sua relação com o esporte. Carol trabalha como ring girl, nome em inglês dado às meninas que entram no ringue em trajes sensuais, com placas na mão que anunciam os rounds nos intervalos das lutas.

- Amo MMA, já até tentei lutar, mas não fui em frente. Comecei como ring girl por acaso. Uma amiga minha me convidou, gostei e não parei mais - conta. .A.

Um comentário:

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